quarta-feira, 31 de julho de 2013

Soneto

Álvares de Azevedo


Pálida à luz da lâmpada sombria, 
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada, 
Entre as nuvens do amor ela dormia! 

Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada! 
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia! 

Era a mais bela! Seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo! 
Por ti - as noites eu velei chorando, 
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

Um comentário:

  1. Olá Antônio!
    Fiquei feliz com o seu comentário.
    Este blog é cultivado com carinho e sobretudo com conteúdo de qualidade.
    Vou visitar o seu blog, coloca aí o link.
    Abraços e sucesso!

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