A chuva é quando me confesso. Nunca poderei me salvar num dia de sol, numa manhã esquartejada de azul. Como pedir desculpa com a luz me empurrando para a rua? A redenção surge com a chuva, os relâmpagos montando pandorgas nos morros. A chuva me transporta para casa, para as gavetas, para o abajur. Aos lugares mansos de mim. [Carpinejar]