A chuva é quando me confesso. Nunca poderei me salvar num dia de sol, numa manhã esquartejada de azul. Como pedir desculpa com a luz me empurrando para a rua? A redenção surge com a chuva, os relâmpagos montando pandorgas nos morros. A chuva me transporta para casa, para as gavetas, para o abajur. Aos lugares mansos de mim. [Carpinejar]
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Leve e suave
Lenine
Há de ser leve
Um levar suave
Nada que entrave
Essa vida breve
Tudo que me atreve
A seguir de fato
O caminho exato
Da delicadeza
De ter a certeza
De viver no afeto
Só viver no afeto.
Brasília, 29 de outubro de 2018. Após as eleições.
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