Chico Chico
Francisco Ribeiro Eller
Desde que a cigana
resolveu o meu passado
Leu a minha mão, na
minha palma, a letra “m”
Quase não enfrento
mais as filas do mercado
Já não ecoa em mim
as buzinas e as sirenes
De automóveis
habitados, apressados a procura de ondas verdes
Marés vermelhas,
ondas verdes
Marés vermelhas,
ondas verdes
Vejo naufragar o
parabelo da existência
Mesmo calejando os
pés descalços nos corais
Despertar aflito
ora morto e ora vivo
Lágrima pedestre, o
verso teso no olhar
Mendigando rosas no
asfalto
Mercador de sonhos
ancestrais
Pé na encruzilhada,
os passos tortos pelo cais
Rezas de metal eu
não sei rezar
Sob o viaduto na
beira-mar
Dutos de concreto a
me percorrer
Mapas da sensatez a
me decifrar
Rezas de metal eu
não sei rezar
Sob o viaduto na
beira-mar
Dutos de concreto a
me percorrer
Mapas da sensatez a
me decifrar
Rezas de metal eu
não sei rezar
Sob o viaduto na
beira-mar
Dutos de concreto a
me percorrer
Mapas da sensatez a
me decifrar
Desde que a cigana
resolveu o meu passado.
#ChicoChico
#CássiaEller
#Parabelodaexistencia

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