Eu e meu irmão na Ponta do Cabo Branco, extremo oriental das Américas, em 1983.
Hoje, esse lugar só existe nessa fotografia.
....
Hermano José
Não se faz duas vezes;
A inclinação do Cruzeiro do Sul,
A rotação diversas dos Astros
A luz solar riscando madrugadas,
Crepúsculo incediados
para o sono dos pássaros.
Duas vezes não se fará:
O rumor das ondas
por cima de caranguejos translúcidos.
Chuvas tropicais
Resvalando em rios caudalosos,
pororocas notunas,
Revolvendo assombrações.
Mas, se fará:
Negras espumas de óleo subterrâneos
Nuvens asfixiantes em horas imprevisíveis,
Mortos mares naufragados em detritos,
Deserto de verdes calcinados,
terra desfigurada de pólo a pólo,
Terra inútil
Túmulos rejeitado
De fracasso humano.
DUAS VEZES NÃO SE FAZ. Documentário, 12 minutos, DV – 2008
Um Filme poema sobre a Ponta do Cabo Branco, extremo oriental das Américas, mostrando sua lenta degradação pelas correntes marítimas e o fluxo das marés, acentuando nas últimas décadas pela intervenção humana. Um grito de alerta para a preservação de um dos mais importantes monumentos naturais do Brasil.

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