sábado, 4 de junho de 2011

Pergunto tanto e ninguém nunca respondeu

Halanna Nóbrega

Num labirinto estreito e com espelhos quebrados
Encontrei portas fechadas e surpresas insanas,
me deparei com a dor e tive o sangue derramado.
Fui ferida com farpas afiadas pelo desencanto,
marcada com cicatrizes profundas.
As ânsias, dores, tristezas e derrotas
Não foram derrotadas pelos acasos do meu mundo!
Forçada pelos sonhos que desceram ralo abaixo
Envelheci em um corpo de menina, à velocidade da luz.
As raspas, os restos e as palavras dilaceradas, não me interessam mais!
Fantasiando ser um sonho ruim, em noite breve.
Olho pros céus e pergunto aos santos e aos poetas:
- Se são merecidas as minhas chagas, tão vivas?!
Que petrificam os sentimentos como rocha
Chagas invisíveis ao meu semblante,
Crateras profundas em meu coração.





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