quarta-feira, 18 de maio de 2016

Noite inefável



Rodrigo Falcão

Noite inefável que chega
me atrai como a chuva
Eu fico imaginando que sou o bem
e o mal
fugindo de loucuras do além
passo a olhar os telhados das casas
e o cheiro de chuva torna a deixar tudo tão forte como o vazio
Seria a solidão?
Não, seria a frieza
no semblante das pessoas
Assim como nós precisamos de ternura
Uns têm e querem dar
Outros não.
Assim, estou aqui rindo e contemplando devaneios
Com música e álcool
Sem precisar das coisas
que nunca tive e preciso ter

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